20/11/2009

Papo Alvinegro

Ontem encontrei meu amigo Bernardo, vizinho aqui de Santa Teresa. Esse é botafoguense doente, como eu. Quando dois apaixonados assim se encontram é uma maravilha. Dos botafoguenses que conheço, ninguém sabe mais do dia-a-dia do clube do que ele. Afinal, ele assiste treino, tem contato direto com membros da diretoria, jogadores e pode assistir todos os jogos no camarote do Engenhão. Então, cada pequeno detalhe do clube, é só perguntar para o Bernardo. E a primeira pergunta do papo alvinegro foi aquela que pesa a cabeça do torcedor do Fogão no momento:

- E aí, será que vai dar para continuar? Disse eu.
- Lógico, Camila! Ele respondeu e o meu alívio foi imediato, mas com ressalva.
- Está difícil entender esse time, uma partida joga bem, outra o time some...
- Você acha que os jogadores estão focados? O Flu está embalado, ponderei.

A explicação dele foi bastante lógica:
- Olha, os jogadores do Botafogo sabem que uma queda para a série B pode significar ter que sair para jogar a Série A em um time de menor expressão e eles querem continuar no Botafogo. Estão todos preocupados com isso.

Ele me garantiu, mas retruquei:
- É mas não adianta permanecer com esse time. Tem que ter um planejamento forte para 2010, com contratações de bons jogadores, como foi o caso do Jéfferson, nosso arqueiro.
- Escuta o que eu estou dizendo Camila, o Botafogo não cai. Disse ele, terminando o papo e proporcionando um pouco mais de esperança nesse período de ansiedade e aflição.

O Vasco foi campeão da série B, o Fla foi tri estadual e pode ser hexa-campeão Brasileiro. Até o Flu, com o péssimo ano, pode ser campeão da Sulamericana e não cair. E o Botafogo? Um clube com tanta história e glórias, deve no mínimo apresentar bom futebol e lutar por títulos. Em algum momento, me passou pela cabeça que a queda possa significar uma reestruturação, embora ninguém goste de ouvir tal coisa. Falar com alguém que vive no clube, pode trazer esperança de dias melhores para a estrela solitária. Confiança renovada. Dia 06/12/ estarei no Engenhão, e espero eu, livre de preocupações, apenas torcendo pelo meu glorioso Botafogo.

Na foto, tirada na última quinta-feira, no Engenhão, o artilheiro Túlio e o paredão Vágner, campeões da série A, em 1995.

Que sirvam de inspiração.

20/10/2009

(Des) Conectar é Preciso

Hoje em dia, quando não tenho nada para fazer, uso meu tempo livre para me informar, para baixar os últimos episódios das melhores séries ou twittar algo que eu ache interessante para meus seguidores. Adoro esse mar de possibilidades criado pela tecnologia e ainda mais a quantidade de conteúdo que posso ter acesso sem sair da minha sala, através de um único clique. Sentar em frente ao computador ao fim do dia faz parte da rotina e longe dele, uso o celular. É a famosa expressão “estar conectado”.

Mesmo sendo uma fã dos adventos tecnológicos, tenho pensado que apesar de tanta informação, meu tempo era mais bem aproveitado antes de tanta “conexão”. Na minha adolescência, por exemplo, vivida numa cidade do interior, antes de ter um computador ou celular que me ligassem ao mundo, gastava meu tempo livre apenas ouvindo música, lendo um livro ou simplesmente pensando e admirando a paisagem nada demais da janela do meu quarto, que eu até hoje curto. Meus momentos de reflexão, eu chamava.

Ainda tenho meus momentos de reflexão, mas eles perderam esse espaço quase lúdico e passaram a ocupar as pequenas brechas do dia, como o trajeto de casa para o trabalho, do trabalho para a faculdade ou uma fila na qual eu tenha que aguardar. Até mesmo escrever naquela época era mais fácil. Dependendo do dia, eu colocava uma música para tocar, pegava meu caderno e uma caneta e escrevia qualquer coisa que viesse à minha mente. Uma sensação de conexão comigo mesma e ainda maior de paz e liberdade.

Por mais atenta que eu seja a tanta novidade, tento lembrar quando foi que a vida se transformou nessa louca correria de coisas para fazer, ter, encontrar, construir e idealizar. A impressão que fica, é de que quanto mais conectados, mais nos tornamos, na realidade, distantes. Senão distantes um dos outros, certamente distantes de nós mesmos e de viver o hoje sem se preocupar com o amanhã. É preciso parar e viver, colocar uma música e relaxar. Até porque qualquer insight surgido nesta investida, fatalmente virá parar aqui.

15/10/2009

Ensino Móvel

Um mundo mais globalizado nos leva a muitos avanços tecnológicos significantes, que influenciam a vida das pessoas, seja facilitando o dia-a-dia de cada um ou aproximando estas pessoas uma das outras. Em um tempo onde os minutos livres são cada vez mais escassos, porque não adaptar o sistema de ensino à mobilidade que muitos dos cidadãos modernos possuem? Essa é a proposta do mobilearn, termo em inglês, que embora seja relacionado com o ensino à distância, se distingue deste por seu processo de aprendizagem através de dispositivos móveis, o que dá liberdade ao aluno.

Este conceito, ainda em formação, pode se transformar na tendência da metodologia de ensino do século XXI. As escolas e faculdades não deixarão de existir, mas este modelo tem tudo para ser um sucesso, uma vez que testemunhamos uma invasão destes dispositivos, como os smartphones e palmtops. Através do ensino móvel o aluno receberá o conteúdo onde e quando quiser. Entretanto, o futuro do método depende do desenvolvimento da sociedade moderna, que sempre em movimento, não se contentará com os métodos tradicionais de ensino em salas de aula e sistemas convencionais.

Mesmo ainda distante de ser realidade nas instituições de educação, o ensino móvel já possui defensores de sua metodologia, que acreditam que é um processo conveniente, que permite o acesso a diversos tipos de material de aprendizagem em qualquer lugar. O processo também é colaborativo, pois a troca de informações é praticamente instantânea e pode gerar de imediato um feedback. Nesta realidade tão móvel, os livros e anotações serão substituídos pelo uso da memória RAM, para disponibilização do conteúdo digitalizado. Mobilidade que pode agregar engajamento e diversão para os estudantes.

Idéia super interessante, que facilitará a vida de muita gente. Logicamente, o processo ainda precisará ser avaliado e precisará ser incorporado gradativamente a sistema educacional, mas o sucesso e a adaptação são plenamente previsíveis. Quanto avanço!

31/08/2009

Passou da Hora de Mudar

Acompanho os jogos do Botafogo pelo rádio algumas vezes e notei que os radialistas estão comentando com certa freqüência sobre uma tendência da arbitragem nacional de prejudicar os clubes cariocas. Não posso acreditar em tal suspeita. Pelo bem do esporte no Brasil, prefiro creditar atuações desastrosas como a de Rodrigo Cintra, ontem, no Engenhão, à incompetência mesmo. Até porque, sabemos muito bem o tipo de administração que os times do Rio estão sujeitos.

Depois do empate em 3 a 3 com o Grêmio, o presidente alvinegro, Mauricio Assunção, revelou que o Botafogo é o clube mais prejudicado pelas arbitragens no Brasil. Talvez seja verdade, mas por outro lado, não podemos dizer que a 18º posição na tabela, foi obra dos juízes. Sei que tanto Mauricio quanto qualquer alvinegro sabe disso. Os três gols sofridos, polêmicas a parte, foram falhas grotescas da fraca zaga alvinegra. No lance que a bola saiu a defesa simplesmente parou esperando a marcação pelo bandeira ou juiz. Um erro primário e mais uma semana no G-4 do mal.

Falta jogar muita bola dentro e fora do campo para o futebol carioca chegar ao patamar dos paulistas ou gaúchos e por mais que sejamos os mais prejudicados, estamos colhendo os frutos das gestões, ou da falta de gestão profissional no estado. É lógico que toda arbitragem deve ser imparcial em uma partida, mas sabendo do péssimo nível técnico do quadro nacional, porque os clubes não investem em infra-estrutura e mudam a situação financeira dos clubes?

De cabeça quente partir para cima do arbitro não resolve, embora seja perfeitamente entendível. Quero ver Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco com gestores profissionais, atletas bem pagos e sedes com estruturas. A partir daí, seremos competitivos e não precisaremos nunca de um ou dois pontinhos tirados pela incompetência da arbitragem e da falta de atitude da CBF quanto à essa vergonha para o futebol brasileiro.

23/08/2009

My Favorite Shows

Os apaixonados por cinema são comumente chamados de cinéfilos, já aqueles apaixonados por séries de TV são chamados de viciados ou maníacos por séries, mas o peso de tais rótulos não diminui em nada a qualidade das atrações televisivas se comparadas à força da tela grande. Sem muitas delongas, desde o início deste blog sinto vontade de escrever sobre as séries de TV, que é uma das coisas que mais gosto de fazer. Sei que muitos dos meus amigos também gostam e espero que sigam minhas indicações.

Acompanho a exibição de quase trinta séries, em sua maioria americanas, mas com algumas exceções britânicas. Infelizmente, no Brasil não existem produções de tanto sucesso e a exibição aqui também não acompanha as TVs lá de fora. Porém, graças à internet, faço os downloads dos episódios no mesmo dia em que eles são exibidos nos EUA ou Inglaterra. Como boa maníaca que sou, faço questão de indicar as minhas preferidas, que são: Dexter, True Blood, Lost, Skins, Bones, Chuck e Californication.

Na minha opinião, essas cinco acima são as melhores produções da atualidade. Unem inteligência e roteiros de qualidade com elencos de primeiro nível, sem falar que cada episódio novo te deixa com aquele gostinho de quero mais. No fim das contas você se pega torcendo para que o psicopata Dexter mate aquele vilão ou então perde o fôlego com a trama bem montada e quebra-cabeça de Lost. As outras que vejo também agradam, principalmente pela diversidade de gêneros, mas sem o brilho das eleitas por mim como favoritas.

Quem se interessar pelo assunto, aqui mesmo no Caos Moderno tem diversos links de sites exclusivos sobre séries, onde se pode encontrar resenhas, spoilers, guia de episódios e notícias. Eu estou agora esperando ansiosamente a estréia do fall season americano, época em que os canais americanos levam ao ar suas principais produções e as novidades da temporada. Entretenimento barato e de qualidade no conforto da sua casa. Seja um maníaco você também!

08/08/2009

5 Temas Que Não Agüento Mais Ouvir Falar

Ultimamente não tenho encontrado temas ou assuntos que me despertem a escrita para este blog, mas a minha própria falta de assunto me fez pensar a respeito das notícias que andam circulando nas nossas vidas. Quase como um ritual, tenho o hábito de ler todos os dias as páginas de notícias dos principais jornais do mundo, relacionadas a esporte, política, economia, entretenimento e cultura. Mesmo não sendo uma louca que fica devorando as matérias, acredito que estar bem informado é primordial e faço questão de estar sempre por dentro do que acontece no mundo.

Durante estas visitas tenho reparado que cada dia mais os temas estão repetitivos e continuam sendo explorados pela mídia nacional sem que a massa sequer questione o que é lançado, ou o porquê de tamanho destaque a determinado assunto. Não se trata de nenhuma novidade, mas também não tenho intenção de seguir com este texto por este viés conflituoso. Tenho como único objetivo registrar o meu cansaço para os assuntos que fiz questão de enumerar abaixo, principalmente pela forma como são tratados pela imprensa sensacionalista e pela população cada vez mais alienada.

1. Gripe Suína
2. Crise Mundial
3. José Sarney e Atos Secretos
4. Morte do Michael Jackson
5. Lipoaspiração do Fenômeno

A falta de consciência política e o desinteresse da maior parte da população os impede de entender a crise do senado brasileiro, mas a morte de Michael Jackson foi, provavelmente, o assunto mais comentado até agora em 2009. Precisamos continuar buscando informação, mas hoje em dia, tão importante quanto estar informado, é querer ser informado com qualidade pelos veículos de comunicação. Disso não abro mão. Apesar do cansaço para certos assuntos, continuo participando das conversas cotidianas entre amigos, mas se a polêmica for a respeito da lipo do fenômeno, faço um pouco de ouvido de mercador para não me decepcionar um pouco mais.

30/07/2009

Assisti ao Filme:

Com o tempo frio, nada melhor que um filminho embaixo do edredom para curtir o inverno carioca. Fui pessoalmente à locadora e escolhi Sete Vidas, drama americano protagonizado por Will Smith. O filme é muito bom e segue a mesma linha dramática que no filme A Procura da Felicidade, outro drama de uns dois ou três anos atrás, estrelado também pelo ator. Aliás, é importantíssimo elogiar a atuação dele nos longas, pois Will estava impecável nas vidas trágicas dos personagens principais de ambos os filmes.

Em Sete Vidas, Smith interpreta Ben Thomas, um fiscal do imposto de renda que tenta, com secretas motivações, ajudar sete estranhos e se redimir de sua culpa. Achei bastante interessante a forma como a trama é desenvolvida e aviso aos emotivos de plantão que preparem os lenços. Durante esse processo, Ben conhece e se apaixona por Emily, interpretada pela bela, Rosário Dawson, uma das inadimplentes com a receita que possui um grave problema de saúde.

Aos poucos a misteriosa vida do protagonista vai sendo revelada e seu romance com Emily tem relação direta com os propósitos de Ben em se redimir. O irmão de Ben é introduzido à trama e o telespectador, a partir daí, passa ter uma idéia melhor de quem é e o que houve para que ele tomasse atitudes como dar sua casa de praia para uma mulher morar com seus dois filhos, depois de fugir de seu marido abusivo. Confrontado pelo irmão, ele adianta seus planos e a tristeza e sofrimento dele são comoventes.

Ele consegue mudar sete vidas e se livrar de sua culpa? O filme é exatamente sobre a vida. A diferença que um segundo pode fazer. Não vou falar muito para não estragar a surpresa de ninguém. Um detalhe a respeito da produção é que Will foi tanto em Sete Vidas, quanto em A Procura da Felicidade, dirigido pelo italiano Gabriele Nuccino.
Parece que a boa relação entre os dois resulta em produções de sucesso, já que Will Smith recebeu até indicação ao Oscar, em 2007, pelo seu primeiro trabalho com Muccino.

Algum ser desse cyberspace viu?